BLOG - CONVERSA FIADA

Posted by José Eduardo on Jul 5, '07 12:15 AM for everyone

 Resposta: TINTA DE IMPRESSORA!!!

VOCES JÁ TINHAM FEITO O CÁLCULO???
Vejam o que estão fazendo conosco:  

Há não muito tempo atrás, as impressoras eram caras e barulhentas.
Com as impressoras a jatos de tinta, o mercado matricial doméstico
mudou, pois todos foram seduzidos pela qualidade, velocidade e facilidade
dessas novas impressoras.
Aí veio a grande sacada dos fabricantes: oferecer impressoras cada vez 
mais e mais baratas, e cartuchos cada vez mais e mais caros. Nos casos os
 modelos mais baratos, o conjunto de cartuchos pode custar mais do que
 a  própria impressora.. .
 Olha só o cúmulo: pode acontecer de compensar mais trocar a impressora
do que fazer a reposião de cartuchos. 

VEJAM ESTE EXEMPLO:

Uma HP DJ3845 vendida nas principais lojas por R$170,00.
A reposição dos dois cartuchos (10 ml o preto e 8 ml o colorido), fica 
em torno de R$130,00.
Daí você vende a sua impressora semi-nova sem os cartuchos por uns
R$ 90,00 (pra vender rápido), junta mais R$ 80,00 e compra uma nova impressora e 
com cartuchos originais de fábrica, ainda economizará R$ 50,00 !
Os fabricantes fingem que nem é com eles, dizem que é caro por ser
tecnologia de ponta...
Para piorar, de uns tempos para cá passaram a diminuir a quantidade de
tinta (mantendo o preço)...
Um Cartucho HP, com míseros 10ml de tinta custa R$ 55,99. Isso dá
R$ 5,99 por mililitro. Só para comparação, Champagne Veuve Clicquot e 
custa R$ 1,29 por mililitro.

 Só acrescentando: As impressoras HP 1410 e 3920 que usam os cartuchos
 HP 21 e 22, estão vindo somente com 5 ml de tinta!!! 
A Lexmark vende um cartucho para a linha de impressoras X, cartucho
26, com 5,5 ml de tinta colorida por R$ 75,00.
Fazendo as contas: 1.000ml /5.5ml = 181 cartuchos * R$ 75,00 =
R$13.575,00

 R$13.575,00 por um litro de tinta colorida ... um assalto!!!

Com este valor podemos comprar:
300gr de OURO,
3 TVs de Plasma de 42,
45 impressoras que utilizam este cartucho,
4 notebooks,
8 desktops básicos,


Posted by José Eduardo on May 16, '07 11:17 PM for everyone

Redação feita por uma aluna do curso de Letras, da UFPE  (Universidade Federal de Pernambuco - Recife), que venceu um concurso  interno promovido pelo professor titular da cadeira de Gramática  Portuguesa.

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         "Era a terceira vez que aquele substantivo e aquele artigo se  encontravam no elevador. Um substantivo masculino, com um aspecto  plural, com alguns anos bem vividos pelas preposições da vida. E o  artigo era bem definido, feminino, singular: era ainda  novinha, mas  com um maravilhoso predicado nominal. Era ingênua, silábica, um pouco  átona, até ao contrário dele: um sujeito oculto, com todos os vícios  de linguagem, fanáticos por leituras e filmes ortográficos. O 
substantivo gostou dessa situação: os dois sozinhos, num lugar sem  ninguém ver e ouvir. E sem perder essa oportunidade, começou a se  insinuar, a perguntar, a conversar.

         O artigo feminino deixou as reticências de lado, e permitiu  esse pequeno índice. De repente, o elevador pára, só com os dois lá  dentro: ótimo, pensou o substantivo, mais um bom motivo para provocar  alguns sinônimos. Pouco tempo depois, já estavam bem entre parênteses,  quando o elevador recomeça a se movimentar: só que em vez de descer,  sobe e pára justamente no andar do substantivo. Ele usou de toda a sua  flexão verbal, e entrou com ela em seu aposto. Ligou o fonema, e  ficaram alguns instantes em silêncio, ouvindo uma fonética clássica,  bem suave e gostosa. Prepararam uma sintaxe dupla para ele e um hiato  com gelo para ela. Ficaram conversando, sentados num vocativo, quando  ele começou outra vez a se insinuar. Ela foi deixando, ele foi usando 
seu forte adjunto adverbial, e rapidamente chegaram a um imperativo,  todos os vocábulos diziam que iriam terminar num transitivo direto.

         Começaram a se aproximar, ela tremendo de vocabulário, e ele  sentindo seu ditongo crescente: se abraçaram, numa pontuação tão  minúscula, que nem um período simples passaria entre os dois. Estavam  nessa ênclise quando ela confessou que ainda era vírgula ele não 
perdeu o ritmo e sugeriu uma ou outra soletrada em seu apóstrofo.

         É claro que ela se deixou levar por essas palavras, estava  totalmente oxítona às vontades dele, e foram para o comum de dois  gêneros. Ela totalmente voz passiva, ele voz ativa. Entre beijos,  carícias, parônimos e substantivos, ele foi avançando cada vez mais:  ficaram uns minutos nessa próclise, e ele, com todo o seu predicativo  do objeto, ia tomando conta.

         Estavam na posição de primeira e segunda pessoa do singular,  ela era um perfeito agente da passiva, ele todo paroxítono, sentindo o  pronome do seu grande travessão forçando aquele hífen ainda singular.  Nisso a porta abriu repentinamente. Era o verbo auxiliar do edifício.  Ele tinha percebido tudo, e entrou dando conjunções e adjetivos nos 
dois, que se encolheram gramaticalmente, cheios de preposições,  locuções e exclamativas. Mas ao ver aquele corpo jovem, numa  acentuação tônica, ou melhor, subtônica, o verbo auxiliar diminuiu  seus advérbios e declarou o seu particípio na história.

         Os dois se olharam, e viram que isso era melhor do que uma  metáfora por todo o edifício. O verbo auxiliar se entusiasmou, e  mostrou o seu adjunto adnominal. Que loucura, minha gente. Aquilo não  era nem comparativo: era um superlativo absoluto. Foi se aproximando  dos dois, com aquela coisa maiúscula, com aquele predicativo do  sujeito apontado para seus objetos.

         Foi chegando cada vez mais perto, comparando o ditongo do  substantivo ao seu tritongo, propondo claramente uma  mesóclise-a-trois. Só que as condições eram estas: enquanto abusava de  um ditongo nasal, penetraria ao gerúndio do substantivo, e culminaria  com um complemento verbal no artigo feminino.

         O substantivo, vendo que poderia se transformar num artigo  indefinido depois dessa, pensando em seu infinitivo, resolveu colocar  um ponto final na história: agarrou o verbo auxiliar pelo seu  conectivo, jogou-o pela janela e voltou ao seu trema, cada vez mais  fiel à língua portuguesa, com o artigo feminino colocado em conjunção  coordenativa conclusiva".


Posted by José Eduardo on May 15, '07 5:48 PM for everyone

Por enquanto não tenho nada a declarar.

Só escreverei alguma coisa na presença de meus advogados.


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